quarta-feira, 29 de janeiro de 2020





Silêncio. O silêncio das ruas foi a primeira coisa que estranhei no Cambodja quando aterrei em Siem Reap. Ao contrário do que acontece em quase todos os países por onde passei, aqui as pessoas não apitam constantemente. Apitar enquanto se conduz acho que passou a ser inerente à condução por estes lados, tão natural como travar ou acelerar. Faz parte. E a poluição sonora, uma constante. 

Mas não aqui. Aqui reina um civismo que não se encontra noutros lugares.

Os preços estão ligeiramente acima do vizinho Vietnam devido ao uso do dólar americano. Já me habituei a ter duas moedas na carteira, o Riel cambodiano e o dólar americano, mas no início é no mínimo confuso. Tirando a questão dos preços que obviamente não me fascinou, o Cambodja tem sido até agora dos países mais apaixonantes que visitei. Cada lugar tem história, natureza ou algum encanto natural que me faz sentir vontade de explorar ainda mais. A imponência dos templos em Angkor Wat, o delicodoce ritmo das ilhas de Koh Rong e Sanloem, Kampot entregue a mergulhos no rio e subidas às montanhas, Phnom Penh e a fatídica história do genocídio, e a intocada zona rural de Ratanakiri. As ilhas foram em 4 meses o primeiro lugar onde constantemente adiei a minha partida. Não queria sair de lá. As praias de sonho, a vibe hippie, todos os dias o incrível nascer do sol mesmo à frente da minha tenda. Acampar na praia é das melhores coisas desta vida e poder fazê-lo num lugar tão incrível como este é um privilégio, devo reconhecer. 

Não há como me cansar desta vida.

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