Kuta, Seminyak, Flores, Komodo, Lombok, Gili, Nusa Penida, Ubud, Uluwatu, Canggu.
Que jornada intensa que foi este mês de Indonésia! Quando saí de Portugal, foi provavelmente o país sobre o qual recebi mais conselhos - especialmente sobre a tão famosa Bali, que sempre me soou a terra prometida por habitar os sonhos de tanta gente em terras lusas. Felizmente, há mais Indonésia para além de Bali, e é difícil tecer uma opinião estruturada e isenta sobre o país. Sobre Bali, muitos me disseram que era a minha cara, que quando cá chegasse não ia querer ir embora, que era melhor deixá-la para o final. Talvez o meu eu de há uns meses atrás tivesse concordado. Mas dei por mim a apreciar mais a tranquilidade das estradas nas Flores, a inóspita Komodo, o dolce fare niente exigido por Nusa Penida, e até o silêncio meditativo da minha primeira passagem por um Ashram em Ubud.
A diversidade cultural, de costumes e de paisagens muda quase drasticamente conforme a ilha onde estejamos. Lembrarei sempre a Indonésia como o país onde passei quatro dias a bordo de um barco, várias horas ao largo de um vulcão ativo, onde aprofundei a minha prática de meditação, onde viajei com pessoas que me desafiaram, onde conheci o dragão de Komodo, e onde vi finais de tarde onde quase podia jurar que os barcos pendiam no ar, de tão inexistente que era a linha que normalmente divide o céu e o mar. Conheci brasileiros que me relembraram o porquê de amar tanto o Brasil, holandesas que me fizeram ter saudades minhas quando ainda não tinha 20 anos, e percebi que precisava de voltar a viajar sozinha, já que passei todo o tempo rodeada de outros viajantes. E senti falta de me ouvir a mim mesma, só a mim e às minhas deambulações. Engraçado recordar que no início temi esta premente solidão que antevia numa viagem só minha. E agora dou por mim a desejar mais momentos meus, de olhar para dentro e ouvir com atenção o que é que afinal quero da estrada que escolho percorrer dia após dia.
A Indonésia veste-se sem dúvida de uma espiritualidade especial, especialmente se nos predispomos a ouvir para além do imenso apelo comercial que nos é feito em cada esquina - seja para táxis, roupas, massagens ou tours. Para tudo há um preço, e centenas de vozes que rezam a mesma oferta numa ladainha sem fim. Mas nos lugares onde esse rumor não chega, há espaço para mais, para abrir os braços com calma e respirar de peito aberto este país tão peculiar.





Lindo! 🙏❤
ResponderEliminar💙🙌
Eliminar❤️
ResponderEliminar😘😘😘
EliminarSua lindeza! Adorei fazer parte um pouquinho dessa história! E sobre a perturbação da mente, concordo! Mas fica difícil escolher estar sozinho quando tem tanta gente alto astral e interessante por aí né?! Espero que nossos caminhos se cruzem logo!! Beijão ����
ResponderEliminarEspero que sim minha querida!!!
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